Um lugar para mostrar a ponta do Iceberg. Música de lugares estranhos com pessoas exóticas tão distantes quanto seu imaginário permitir. Curiosidades sonoras, raridades, venenos e muita boa vontade!
Sem entender nenhuma palavra e mesmo assim ter um som forte que faz qualquer um sacudir as cabeças e se jogar pelas paredes. Kvelertak que traduzido do inglês Strangehold ou Chokehold, Estrangulamento ou Asfixia, um nome bem adequado ao som desse sexteto de rock pesado, hardcore e punk rock da Noruega, da cidade de Stavanger.
O grupo surgiu em 2007 pelo vocalista Erlend Hjelvik, pelos guitarristas Vidar Landa, Bjarte Lund Rolland e Maciek Ofstad dando o peso de motosserra densa, contínua e avassaladora desses três, mais Marvyn Nygaard no baixo e do baterista Kjetil Gjermundrod.
O grupo lançou dois discos desde então, em 2010 Kvelertak e em 2013 o álbum Meir. Eles cantam na língua nativa o que os torna mais assustadores, barulhentos e interessantes.
Para a cara torta de gente que não entende que música não tem limites, apresento o projeto do baterista, músico, percursionista, produtor, Dj, Andrea Benini, de Cesana, Itália. Criou-o com a intenção de misturar a modernidade eletrônica com a orgânica resultando em jazz.
Ele, além de músico, pois toca guitarra e bateria, é um estudioso de música afro-americana e música contemporânea. Também foi jornalista e escrevia sobre o assunto.
De 2000 a 2003 ele foi Dj e a partir de 2005 ele criou esse projeto MOP MOP que toca funk, jazz, afro com a companhia dos músicos Alex Trebo no piano, Pasquale Mirra no vibrafone, Guglielmo Pagnozzi no sax, Bruno Briscik no baixo e Danilo Mineo na percussão. MOP MOP lançou o primeiro disco em 2005 chamado The 11Th Pill, com o destaque para Perfect Day feat. Jackson Sloan, em 2008, Benini produziu o segundo disco, Kiss of Kali, este disco conta com os acréscimos de Gianluca Petrella no trombone, e, Alan Farrington nos vocais, em 2010, o terceiro, Ritual of the Savage, que contava com os backing vocals Miss Baby Sol, que já participou dos projetos de Amy Winehouse e Joss Stone. Em 2012 participou da trilha sonora do filme de Woody Allen, Para Roma com Amor. Em 2012/2013, ele produziu o quarto disco, Isle of Magic, com a participação do lendário músico do Funk, Fred Wesley no trombone e o poeta britânico Anthony Joseph. Ouça todas as produções que Andrea Benini participa mixando, produzindo, remixando em seus projetos sempre em ebulição no site: http://www.mopmop.com/
FOALS, grupo formado em 2005, Oxford, Inglaterra, com seu estilo misturando indie rock, kautrock, punk, dance, math rock, pop rock e qualquer outro estilo que vier a sua cabeça para defini-los ( quem gosta de rótulos é vendedor de loja ).
Traz consigo uma verve sonora muito boa nos tempos de pouca criatividade e bombardeios pops acelerados e descartáveis que sempre proliferaram mentes, quadris e as mídias. A sua criação se deu pela junção de vários grupos e seus componentes foram se agregando.
Com a liderança de Yannis Philippakis nas vozes e guitarras, Jack Bevan na bateria ( ambos formavam antes um grupo "cult" chamado The Edmund Fitzgerald ), Jimmy Smith nas guitarras, Walter Gervers no baixo e backing vocals ( estes formavam o grupo Face Meet Grill ) todos no grupo desde 2005 e Edwin Congreave nos teclados, entrou no grupo em 2006.
O grupo gravou 3 discos desde 2007 tendo reconhecimento de crítica e público alternativo undergound e conseguindo galgar os degraus do grande público em festivais como o Lollapalloza, antes já participara de vários outros pelo Reino Unido.
Umas das influências incontestáveis do grupo é o Talking Heads, pela sonoridade, swing e pelo humor, além do jeito livre da banda produzir além da música, os vídeos de autoria de um grupo de conhecidos com a intenção de ficar tudo em casa.
Assinaram com os selos Trangressive Records na Inglaterra e nos EUA no lendário SubPop. Seus discos são: Antidotes 2007, Total Life Forever 2009 e o muito bom, Holy Fire de 2013. Cada registro deles merece uma atenção, o que daria mais que um artigo por disco. Fica a dica para se informar e aproveitar.
No site deles você pode interagir através das redes socias, twitter, facebook, soundclound e saber muito mais: http://www.foals.co.uk/
Todos rezando a Santa. La Santa Cecilia é um grupo formado por imigantes latinos residentes em Los Angeles, Califórnia, com a sonoridade recheada de ritmos do mundo. Cumbia, afro-cubanos, boleros, tangos, bossa nova, soul, jazz, pop e ( sim, sem vírgula porque há muito mais!) tudo os influenciando, além das referências de Led Zeppelin, SoftCell, Janis Joplin, Miles Davis, entre outros.
O grupo concorreu ao Grammy Latino pela canção La Negra que se popularizou através de ter sido trilha de várias séries e filmes. A formação do grupo atual é Alex Bendana no baixo, Miguel Ramirez na percussão, José Carlos no acordeão e a voz de La Marisoul.
A banda lançou seu primeiro registro num Ep em 2009 e não parou desde então só agregando elogios da crítica e reconhecimento do público latino-americano e expandindo para o resto do mundo.
O site da banda é http://lasantacecilia.com/, onde poderá conseguir mais detalhes, informações e inclusive seguir a banda pelas redes sociais.
Sou réu confesso. Conheci esse grupo através de um disco que eles gravaram chamado Hell´s Kitchen recheado de covers de jazz rap, soul, funk sobre clássicos do hard rock, que foi uma grata experiência e um prazer inenarrável sonoro. Mas eles são muito mais do que a glorificação de um trabalho só. Eles têm muito mais por ai. E como têm.
A criação do grupo se dá pelos anos 90, com influência do movimento Jazz Rap, que mistura o soul, o funk, o rap, jazz fusion, e o acid jazz ( quase a mesma coisa, porém com um batida mais eletrônica repetitiva marcante do hip hop), com sopros e contrabaixo cheios de groove, basearam-se no projeto do rapper francês Guru´s Jazzmatazz que foi um grande nome desse estilo na Europa e mundo.
O grupo formou-se em 93 como um sexteto recheando seu som com muitos standarts de jazz. Originários da cidade de Braunschweig, Alemanha, eles já de cara obtiveram reconhecimento da crítica e do público, digamos, desencanado. Trazendo consigo uma batida funky e sem preocupações de colocar elementos de outros ritmos como rock steady, o ska, o soul, eles gravaram Jazzkantine(1994), Hot and Lipid (95), Frisch gepress& Live(96), Geheimrezept(98), nesse ano o grupo formou uma parceria com um corpo de balé e criou a Tanzzkantine, In Formation de 2000, utter für die Seele(2002), Unbergrenzt haltbar(2003), Best of Jazzkantine(2004), Hell´s Kitchen (2008) ESSE É O DISCO!, Unser eintracht(2009) e o mais recente, Jazzkantine Spielt Volkslieder(2012).
Esse espaço preza por trazer coisas diferentes. Ok, mas nem precisa ser tão estranho. Agora chegou a vez de mostrar ou ilustrar ( melhor ), um grupo que caiu nas minhas graças - nem sempre o que é postado aqui - que se chama CLUTCH.
O grupo surgiu nos anos 90 trazendo seu som implodido no underground dessa época em cima do movimento stoner rock. O que é isso? Alguém vai dizer, creio. Sem ser professoral, mas dando as diretrizes de conhecimento, stoner rock é um gênero baseado no hard rock, no blues, na psicodelia dos anos setenta com canções longas, riffes pesados, graves lembrando o doom metal e o rock pesado como do Black Sabbath da fase Ozzy Osbourne da década de 70. Teve como dois representantes máximos o Sleep e o Kyuss, mas nenhum grupo chegou a catapultar ao megaestrelato como o movimento grunge da mesma época que "bolinava" com o punk, rock e o pop. O som do stoner lembra mais vastas estradas, viagens, beberragens, e ironia. Detalhe este que nos traz o Clutch de novo a pauta.
O grupo é de Germantown, Maryland, interior do EUA e com sua combinação de blues rock e stoner eles somam as letras divertidas, irônicas, debochadas em cima de mitologia, ícones históricos, orgulho americano e a cultura pop da América. Humor que falta na sisuda cena do rock atual, digo eu de passagem. No seu som ainda ouve-se a mistura de funk, southern rock, acid, hardcore, além do blues rock e do stoner.
Sua formação atual é Neil Fallon nas guitarras e vocais, Tim Sult nas guitarras, Dan Maines no baixo e Jean-Paul Gaster na bateria. Antes havia o tecladista Mick Sauer.
A discografia da banda é vasta com direito a 3 albuns ao vivo Live at the Googolplex (2000), Live in Flint (2004) e Full Fathom Five (2008), além dos discos gravados desde dos anos 90, Pitchfork (1991/1999), Transnational Speedway League: Anthems, Anecdotes, and Undeniable Truths (1993), Clutch (1995), Impetus (1997), The Elephant Riders (1998), Jam Room (1999), Pure Rock Fury (2001), Slow Hole to China: Rare and Unreleased (2003), Blast Tyrant (2004), Robot Hive/Exodus (2005), Pitchfork & Lost Needles (2005), Sons of Guns (2007), From Beale Street to Oblivion (2007) e Strange Cousins From The West (2009).
A banda está lançando, segundo o seu site, um novo disco, Earth Rocker disponibilizado aos fãs antes de ser comercializado. http://www.pro-rock.com/index.cfm
O grupo é tratado como "cult" pelos fãs. Ouça e veja se você enquadra-se em algo nem tão estranho assim.
Explosions in the Sky, grupo americano do Texas surgido em 1999, um quarteto barulhento e psicodélico misturando elementos rockers, o post rock, shoegaze, stoned somente como um instrumental ruidoso e com variações rítmicas.Com a forma sui generis dentro do rock atual propagado pela mídia, o grupo vem com seu som instrumental, onde suas canções mesclam as mudanças a cada faixa. eles rechaçam o rótulo da imprensa especializada ( seja lá o que for isso! ) como sendo um grupo de post rock. Eles se dizem e afirmam que tocam rock, que são um grupo de rock.
A banda tem 6 discos, 5 albuns e 1 Ep e duas compilações de 1999 e 2004, respectivamente. Possui um forte apelo com a dobradinha de música e imagem. pode ser visto em suas participações em trilhas de filme, destaque para Tudo pela Vitória, 2004 e em seus vídeos longos que parecem curtas-metragem.
A banda foi curadora do festival na Inglaterra, em 2008, do itinerante All Tomorrow´s Parties, que contava entre outros com a Dinosaur Jr.
A banda é formada pelos guitarristas Munaf Rayani e Mark Smith, o baixista Michael James e o baterista Chris Hrasky
A discografia da banda é a seguinte e totalmente reocmendada: How Strange, Onnocence(2000), Those the Truth Sall Die, Those Who The the Truth Sall Live Forever (2001), The Earth is Not a cold Dead Place (2003), The Rescue Ep(2005), All of a Sudden I Miss Everyone(2007) e o mais recente Take Care, Take Care, Take Care(2011).
Dezperadoz!Um grupo alemão de afiliados do Sodom, o grupo faz um mistura interessante de rock pesado, heavy metal, southern rock, country rock com elementos do Velho Oeste americano criando o estilo denominado "Old Western Metal Rock". Os componentes da banda são aficionados pelos filmes de western e tendo isso como pano de fundo usam como temática de suas músicas. Para ilustrar imagine Jesse James com uma guitarra ou um demônio com um colt na cintura. Como um quarteto atual, eles são Alex Kraft - Vocais, guitarras, Alex Weigand - Baixo, Markus Kullmann - Bateria e mais Nils Stuerzer nas guitarras. A discografia da banda é The Dawn of Dying - 2000, The Legend and The Truth - 2006, An Eye For An Eye - 2008 e o atual Dead Man´s Hand. Como projeto paralelo do grupo Sodom até que é bem criativo. "Desencanado". Mas bem armados indo para o Saloon. Saque primeiro!
Simples assim. Um vício do começo ao fim. Yael Naim, em hebraico על נעים', compositora, música e cantora de origem franco-israelita que transita fácil pelo folk, soul, jazz, acidjazz, trip hop tudo com uma medida à base da suavidade da sua voz com uma rouquidão proposital.
Nascida na França, em Paris, filha de imigrantes judeus vindos da Tunisia, e que aos quatros anos mudou-se para Israel e lá passou sua infância onde acabou servindo às Forças de Defesa de Israel. Estando lá ingressou como solista da Orquestra da Força Aérea Israelense.
Lançou 3 discos até então,2001: In a Man's Womb, 2007: Yael Naim e, 2010: She Was a Boy. Ela toca piano, violão e ukelelê. Estourou mundialmente através de uma propaganda do lançamento do Mac Book Air que continha a canção New Soul, que o próprio Steve Jobs escolheu.
O que se pode esperar de um grupo de surf music além do manjado instrumental de guitarras aceleradas, baixos marcados e bateria incansável? O que se pode esperar de um grupo de surf music que mistura o Havaí com Japão? Pode se esperar muita coisa boa além do maior destaque: são franceses!
O supertrio de surf music, HAWAII SAMURAI, nasceu em Besançon pela vontade e gosto pelo velho rock and roll trazendo consigo uma prancha com as quilhas de motosserra. Com influências de Dick Dale, da série dos anos 60 do Batman, Hawai 5-0 e do punk rock, requentados nos pratos dos filmes B de terror e ficção científica, quadrinhos com o punk gore, hardcore, zumbis, garage rock e psicodelia numa cozinha de baixo/bateria/guitarra nostalgicamente modernos. A banda como registro dois Eps e um album, Let There Be Surf (2003), The Shape of Surf to Come (2005) e The Octopus Incident, 2004 entre várias compilações e singles. Vide a discografia completa no site deles http://hawaiisamurai.com/.
Ou ouça nesse site http://www.lastfm.com.br/music/Hawaii+Samurai